BEIRAS DIA 05 DE FEVEREIRO DE 2012
DOIS NUM SÓ. OU MAIS. MAIS VALE SÓ
Quando soube que se iria realizar
em Coimbra um debate sobre a praxe académica, decidi que não estava disponível
para, nem assistir, nem participar. Seria dar legitimidade a um programa mal
engendrado!
Queria deixar só este parágrafo
para dar testemunho do nojo que já sinto pelo tema. Mais nojo ainda, começo a
sentir por aquelas mães, com letra pequena, que, ao invés de se recolherem em
memória dos filhos, “andam em bicos de pés” a mostrar-se em tudo o que é
televisão.
Vivemos num “Estado de Direito”.
Se tal assumimos, não faz sentido o folclore com que temos sido brindados. A
justiça está encarregue de tratar do assunto, delicado, muito delicado até,
porque jovens perderam a vida por uma estupidez e anormalidade militante.
Assisto estupefacto às mais
variadas especulações sem nenhum sentido de responsabilidade. Parece-me mesmo
que, por esse efeito, os portugueses abandonaram a “casa dos segredos” e a
“dentes à chuva”, para se dedicarem à praia do Meco.
Este é o País que temos. Estes
são os portugueses que temos, fruto de inconsequentes reformas educativas, que
não formativas. Estamos entregues a uma bicharada escarafunchosa, de onde
ressaltam alguns meios de comunicação social que vivem da mentira, do logro e
da especulação.
Enquanto houver Meco, mães
manhosas, jornais e tvs à procura do fácil e não óbvio, vamos assistir a
festarolas a toda a hora. Lamentavelmente, aqui há de tudo como na botica!
Lamento pelos miúdos, eram mesmo
miúdos, porque só eu também sei o que sofro e o que me preocupo quando o
“manholas” sai de casa! Somos todos assim. Uns mais do que outros. Não há
diferenças, sejam pobres, ricos ou remediados!
Coimbra não é comparável. Não é
igual nem semelhante. É única. Por isso afirmamos, contra o desejo de alguns…
somos diferentes.
Por não carecer de demonstração,
a nossa verdade é a verdade. Quem não gostar que se dane.
Acabem com a imitação do traje de
Coimbra. Acabem com as serenatas por esse país fora, porque Sé Velha só há uma.
Parem de cantar o Mondego e o Choupal.
No Porto, Lisboa, Minho, Aveiro,
Vila Real, Viseu, Castelo Branco, Covilhã, Guarda, Faro, etc, cantem o “trai
trai olaré trai trai, foi à moda do meu Pai” e deixem a Coimbra o que é
genuinamente de Coimbra.
Sejam felizes, alegres e
contagiantes. Portugal precisa de jovens que lutem pelos seus direitos e pelo
seu País. Portugal não precisa de fotocópias de Coimbra, mas originais de
grande qualidade.
Está na hora dos jovens de
Portugal, dos estabelecimentos de ensino superior, serem eles mesmo.
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