quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

METRO MONDEGO

Os líderes - leia-se "intervenientes" - na defesa do Metro Mondego, comportaram-se, não como políticos mas como sindicalistas. O resultado está à vista!

Com política, pura e dura, talvez os cidadãos da Lousã e Miranda do Corvo consigam a inversão desta decisão pouco consistente.

Luís Antunes e Miguel Batista conhecem bem os problemas e saberão corrigir os processos.
Governo não prevê a construção da linha da Lousã. Só a linha do Minho.
Lamentavelmente
REFLEXÕES DIA 28 DE JANEIRO DE 2013

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO – Diz que vai “romper com interesses instalados”. Obrigado Tózé, nunca me enganaste. Vou ser Deputado da Nação e da República em 2015, ou mesmo e talvez antes, ou Europeu em Junho. Como não sou de “interesses instalados…”! Tava a ver que não!
AUGUSTO SANTOS SILVA – Quer independentes a decidir “coisas” no PS. Demora muito? A ser assim, serão menos 12 euros por ano “prá corda do sino”!
NUNO CRATO – Devia começar a governar a sério e deixar-se de coisas menores. Não se meta com os miúdos o que à praxe diz respeito. Ajude-os a conquistar o mundo. É para isso que lhe pagam.
NUNO CRATO – Alguns miúdos, daqueles que já votam e amanhã podem decidir sobre a vida das pessoas se lhes derem algum poder, acham que a praxe deverá ser regulada. Já são velhos antes do tempo. Como a pescada, que, “antes de o ser já o era”!
NUNO CRATO – Catedrático, deveria escapar ao discurso demagógico. Só lhe falta reunir para debater a falta de nível da “casa dos segredos”! Ou não é educação?
PAULO MACEDO – Diz que, “devido à desestruturação das famílias, há muitos idosos vão para o hospital não por questões de saúde, mas porque não têm onde ficar”! Nada mais falso. Não é por questões de família, mas por questões de má governação.
PAULO MACEDO – Também afirma que, não há problemas nas urgências. Finalmente demonstrou não ser o melhor ministro deste governo. Qual o melhor? Decida você!
ALUNOS CARENCIADOS – Tratar igual o que é diferente é desonesto. O País não se pode dar ao luxo de “mandar borda fora” jovens com grandes capacidades, só pelo facto de não terem recursos, ou os Pais terem sido “despachados” para o desemprego.
ALUNOS CARENCIADOS – Trabalhar nunca fez mal a ninguém. Mas a verdade é que futuramente, vão concorrer em igualdade os “meninos da mamã e do papá”.
ALUNOS CARENCIADOS – Errei. Em igualdade, é mentira. Os “meninos da mamã e do papá”, normalmente, já têm emprego assegurado. Por muito competentes ou idiotas que sejam!
COIMBRA – Começa a ser uma cidade indecente. Não de agora mas de há muito. Chateia-me ter de pagar estacionamento para os SMTUC e ser incomodado por arrumadores mal-encarados. Nem que fossem bem-encarados!
METRO MONDEGO – Mais do que um transporte para os cidadãos, poderá vir a tornar-se uma teimosia inconsequente, tal os interesses que lhe devem estar associados. Eu escrevi interesses?
METRO MONDEGO – Não desejam, nem querem, e até parce que abominam o contraditório.
METRO MONDEGO – Não lhes apetece discutir o desenvolvimento da mobilidade na zona centro, se a bitola deverá ser europeia ou métrica, o que é mais barato e funcional, o que serve melhor os cidadãos entre o litoral e o interior.
METRO MONDEGO – Estão quase a recuperar a ideia peregrina de se fazer um túnel entre a Praça da república e os hospitais. Carlos Encarnação estava sempre a “mancar cá ca gente”!
METRO MONDEGO – Alguém me pode informar sobre o estudo que foi feito que o MM dá lucro? Ou mesmo dos trajectos que dão lucro? “Se colocar acúcar na chupeta dos bébés eles não choram”!

METRO MONDEGO – A Linha da Lousã deverá ser reposta. Qual o tipo deverá ser objecto de discussão. Em Coimbra, sou contra. Esventrar a cidade seria um grave erro. Não quero que futuras gerações se envergonhem e tenham de pagar por más decisões.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Tenho sido pressionado por muitos Amigos, para publicar o que escrevi ao longo dos últimos anos.
Tenho-lhes dito que não se vale a pena.
É que, embora não fosse uma obra literária, não gostaria de ver livro meu à venda num qualquer hipermercado. Por muitos descontos que faça!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A MINHA ALMA ESTÁ PARVA

Afinal, o TGV e o Aeroporto de Lisboa, talvez da “rive gauche”, irão ser uma realidade de acordo com as orientações do governo. O mesmo governo que, de forma pouco correta e nada cordata, anunciou que seriam duas obras megalómanas do governo socialista.

Que o governo o tenha dito não me espanta. O que me espantou, ou talvez não, foi o silêncio cúmplice dos socialistas que não saíram em defesa do seu projeto de desenvolvimento do País. Sim, porque todos perceberam, minto, alguns perceberam, que seriam duas obras de dimensão estrutural determinantes para a nossa afirmação na Europa. A mesma Europa que nos atira para a pobreza e a miséria.

Sabíamos, melhor, alguns sabiam, que o TGV nos aproximaria do centro da europa a partir de Sines, porto de águas profundas único no continente. Teria sido para nós o “grito do Ipiranga” económico. As mercadorias de todo o mundo entrariam diretamente por Portugal para um mercado imenso. Mas também saíam…o que incomodava a alguns “poderes” europeus.

E o aeroporto? Para quê um aeroporto novo, moderno, eficiente e eficaz, gerador de emprego e negócio? Para quê retirar do centro da capital? Para quê planear e desenvolver projetos? Que crime de “lesa Pátria” se estava a cometer; dar trabalho aos portugueses! Melhor foi meter o projeto na gaveta, “despachar” os nossos jovens para outras paragens, ir ao bolso aos reformados, sacar o pouco que existe na administração pública, estrangular os serviços de saúde, atacar a escola e os seus profissionais, tudo políticas para o bem dos cidadãos. “Eu quero aplaudir”!

O desemprego diminuiria, outras oportunidades surgiriam, outros investimentos teriam sido uma realidade. Teríamos mais investimento, mais riqueza e menos juros de dívida a pagar aos usurários. Tudo isto, com a Alemanha, capital da europa e da usura a roer-se de inveja. Que pena. Se tivéssemos o orgulho de antanho!

O importante foi “derreter Sócrates” e o seu visionarismo, foi apelidá-lo das mais vis infâmias, como se atacar o carácter de alguém fosse um ato de honestidade intelectual.

Sabemos que cometeu alguns erros, mas também só não os comete quem não faz! Deveria ser atacado por isso, e nada mais do que isso. Se assim tivesse sido estávamos a falar de política. De outro modo, “de mulherio de soalheiro”! Deram um mau exemplo!

Não sei se saberá bem, a alguns, demorar “uma hora e picos” entre Coimbra e Paços de Ferreira, não precisar de entrar no trânsito frenético do Porto para chegar a Valença. Mas a mim custa-me, lá isso custa, não ter uma via rápida entre Coimbra e Viseu. Que raio terão andado a fazer os políticos de Coimbra durante estes anos? Coisa que carece de explicação…digo eu!

Pouca gente anda nas autoestradas porque dizem ser caras. E são. Porque o valor do trabalho não é importante para a sociedade que estamos a construir. Se o fosse, ai se o fosse, e se os ordenados fossem justos, os camiões não andavam nas estradas nacionais a chatear quem trabalha! Faziam o percurso natural entre “carga e descarga”! Mas como o importante é pagar pouco e explorar até ao tutano, “poupar na farinha e gastar no farelo”…é o País que temos! É o País que merecemos. É o País que o Povo merece!

Como dizia o outro; “quem os lá pôs que os de lá tire”!


Perdemos tempo…sem retorno!

in "as beiras" dia 22 de Janeiro de 2014